Quarta, 11 de Março de 2026
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Concurso da Prefeitura de Parauapebas tem “chuva de denúncias” no Ministério Público

Para cada cargo, um chororô. Enquanto isso, cronograma de concurso segue firme e forte até que denúncias sejam por fim apuradas. Promotores Mauro Messias e Arthur Diniz se revezam.

19/12/2022 15h26
Por: Pebinha Tudo de Bom Fonte: Blog do Zé Dudu

Concurso da Prefeitura de Parauapebas tem “chuva de denúncias” no Ministério Público

Para cada cargo, um chororô. Enquanto isso, cronograma de concurso segue firme e forte até que denúncias sejam por fim apuradas. Promotores Mauro Messias e Arthur Diniz se revezam.

Candidatos revoltados com a aplicação da prova do concurso da Prefeitura de Parauapebas, organizado pela Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp), estão marchando ao Ministério Público e empilhando a mesa do promotor Mauro Messias dos Santos de denúncias de toda espécie. Ele, que é titular da 4ª Promotoria de Justiça de Parauapebas e defensor ferrenho de concurso público, agora arranjou muita dor de cabeça para investigar. E as denúncias vêm de candidatos de cargos diversos.

As informações foram levantadas com exclusividade pelo Blog do Zé Dudu, que explorou duas delas, bastante curiosas. Em uma das denúncias, uma candidata ao cargo de agente de combate a endemias, que realizou a prova na sala 4 da Escola Milton Martins, relata que dois concorrentes estavam marcando no cartão-resposta o tipo da prova mesmo antes de recebê-la, como se já tivessem conhecimento de qual tipo de prova fariam.

A denunciante diz que relatou o caso à fiscal de sala, que começou a trocar todo mundo de lugar. Ela também garante ter flagrado outra candidata colocando uma colinha embaixo da carteira, diz que avisou à fiscal, que nada fez. “Estou superdesconfiada de fraude”, relata ao parquet. “Peço, por favor, que o MP tome providências”, clama.

Outro candidato, que prestou prova para o cargo de agente de trânsito na sala 14 da Escola Jean Piaget, desceu o pau na banca, acusando-a de “negligência proposital”. Ele listou o que chama de “algumas ilegalidades” que ocorreram na sala onde fez o exame, inclusive que o celular de uma candidata tocou e um candidato utilizava spray de álcool atrapalhando, segundo o denunciante, a concentração dos demais concorrentes. Nada aconteceu.

O rapaz destacou um dos parágrafos do edital que rege o certame, segundo o qual “terá suas provas anuladas e será automaticamente eliminado do concurso público o candidato que faltar com o devido respeito para com qualquer membro da equipe de aplicação das provas, com as autoridades presentes ou com os demais candidatos”. Por fim, ele pede ao Ministério Público “a suspensão do concurso” até a apuração dos supostos atos irregulares e que relance o edital com “direitos para os candidatos” e “penalidades para os fiscais”.

Em outra frente de investigação, segundo informou no início desta semana o portal Correio de Carajás, o promotor Arthur Diniz de Melo solicitou à Polícia Civil que apurasse denúncia de suposta fraude no concurso, com a finalidade de “não macular o certame” e para que “sejam tomadas providências urgentes”. A urgência se deve ao fato de que o resultado preliminar da prova objetiva, cuja aplicação é alvo de polêmica, está previsto para 28 de dezembro.

Bronca de agente de saúde

O Ministério Público “subiu” as denúncias de candidatos ao cargo de agente comunitário de saúde que reclamam de que foram impedidos de fazer as provas devido a supostas falhas da Fadesp na checagem da comprovação de residência. Uma candidata chegou a denunciar que mora numa casa onde dois tiveram a inscrição deferida e ela foi limada, mesmo os três apresentando a mesma declaração de residência em seus respectivos nomes.

O Blog apurou que o MP está analisando a procedência das queixas, especialmente quanto a barrar os candidatos de participarem do concurso por simplesmente não residirem em zonas geográficas delimitadas pela prefeitura. Cerca de 5.100 candidatos ao cargo de agente de saúde, que pagaram inscrição, foram barrados no baile.

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